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Notícias CNJ suspende aposentadoria de juiz acusado de conceder liminares ilegais

CNJ suspende aposentadoria de juiz acusado de conceder liminares ilegais

Os conselheiros do Conselho Nacional de Justiça ratificaram na terça-feira (16/2) uma liminar que determinou a reintegração do juiz do Tribunal de Justiça do Ceará Francisco Chagas Barreto Alves ao cargo, até o julgamento final de processo no CNJ. O magistrado alega violações no processo de votação na ocasião em que a Corregedoria do tribunal decidiu pela aplicação da pena de aposentadoria compulsória, em setembro de 2015.

Ele é suspeito de conceder, de forma irregular, liminares relativas a concursos públicos da Polícia Militar e à instalação de postos de combustíveis nos plantões de Natal entre os anos de 2011 e 2013.

O processo disciplinar contra o juiz Chagas Barreto foi aberto na Corregedoria do TJ-CE em fevereiro de 2014. Em 17 de setembro de 2015, o tribunal decidiu pela aplicação da pena de censura, após não atingir a maioria absoluta necessária para aplicação da pena de aposentadoria compulsória. Quatro dias depois, no entanto, em nova sessão, o tribunal decidiu corrigir o resultado anterior, decidindo pela aposentadoria compulsória com proventos proporcionais ao tempo de serviço.

O procedimento de controle administrativo proposto pelo magistrado no CNJ questiona o quórum necessário à aplicação da penalidade de aposentadoria compulsória e também a presença de dois magistrados que são irmãos e teriam participado do julgamento pela aplicação da pena.

De acordo com a liminar do conselheiro do CNJ Fabiano Silveira, relator do PCA, o artigo 128 da Lei Orgânica da Magistratura (Loman) determina que, nos tribunais, não poderão ter assento na mesma turma, câmara ou seção cônjuges e parentes consanguíneos. A liminar do conselheiro permite a reintegração do magistrado ao cargo até o julgamento do processo pelo Plenário do CNJ, considerando as idas e vindas procedimentais surgidas no caso.

Na liminar, o conselheiro Fabiano Silveira ressalta que não se discute, no processo do CNJ, a conduta do magistrado que levou à aplicação da penalidade, mas a observância do devido processo legal na esfera administrativa. Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ.


Autor:

Fonte: Consultor Jurídico

Matéria Original: http://www.conjur.com.br/2016-fev-18/cnj-suspende-punicao-juiz-acusado-conceder-liminares-ilegais

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