Noutro escrito, quando se tratou da delicada questão da saúde mental dos trabalhadores[3], ousou-se consignar, ainda que meramente en passant, algo de um antigo incômodo acadêmico: a insistente conotação desagradável que se atribui à palavra “trabalho” e sua frequente correlação com o texto bíblico.
No particular, entendemos que se há invocação doutrinária da Sagrada Escritura, então autorizado está, cientificamente, o aprofundamento de reflexões conducentes à genuína exegese bíblica.
Eis o objetivo deste breve arrazoado: partindo do contexto bíblico, lançar um pouco mais de luz à questão, de modo a demonstrar a incorreção dessa recorrente assertiva doutrinária no sentido de que a Bíblia convalidaria esse tal traço negativo a respeito da origem e do sentido do trabalho humano.
Autor: Ney Maranhão | Platon Teixeira de Azevedo Neto