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Artigos Pontualidade fatal

Pontualidade fatal

Às 09h18 do último dia 25 de abril a cidade japonesa de Amagasaki, na província de Hyogo, parou para lembrar e homenagear os mortos no segundo maior desastre ferroviário da história do país. Exatamente naquele horário no dia 25/04/2005, o trem de alta velocidade da West Japan Railway Company (JR West), que fazia a linha de Fukuchiyama, descarrilou e invadiu o estacionamento de um prédio residencial.

Dias após os intensos trabalhos de resgate foram confirmados os números da tragédia: 107 mortos e 562 feridos. Dentre os 99 mortos no primeiro vagão estava Ryujiro Takami, condutor do trem.

Chocada, a sociedade buscou explicações para o acidente e a primeira teoria levantada foi a do excesso de velocidade da composição, aliada à inexperiência do operador de trem. Parecia a resposta mais óbvia, já que Takami tinha 23 anos e estava na função há apenas 11 meses. As investigações, no entanto, acabariam por revelar outra realidade.

À época do acidente, o sistema de trens do Japão transportava anualmente mais de 21 bilhões de passageiros pelos mais de 27 mil quilômetros de linhas. Os japoneses se orgulhavam da pontualidade do sistema: a média de atraso dos trens-bala era de apenas 60 segundos, mesmo nos casos de tufões e terremotos, desastres naturais não tão incomuns na região. A sociedade encarava o rigor na pontualidade dos trens como algo cultural.




Autor: Frederico Eugênio Fernandes Filho

Fonte: Jus Navegandi

Matéria Original: http://jus.com.br/artigos/28027/pontualidade-fatal

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